quinta-feira, 3 de agosto de 2017

A TEIA DA COMPLEXIDADE PARA TECER NOVAS APRENDIZAGENS

Adoro início de semestre, esse começar de novo, nessa recursividade que nós, pensadores sistêmicos, tanto valorizamos. Iniciar uma disciplina com uma nova turma nunca é dar novamente o mesmo conteúdo, pois as perguntas são outras, as convivências são outras, eu sou outra.
São 16 anos ministrando a Disciplina de Fisioterapia Neurofuncional I e é sempre tudo muito novo. Cada metodologia escolhida, cada nova explicação, cada vídeo revisitado, cada novo caso clínico, cada história narrada, tudo é sempre outro, é sempre novo. Por isso inícios de ciclos me deixam feliz, porque novas possibilidades sempre se abrem. 
A Disciplina de Fisioterapia Neurofuncional I é o meu primeiro contato com os alunos do Curso de Fisioterapia da Unisc (depois vem a Fisioterapia Neurofuncional II, a Fisioterapia Neuropediátrica e o Estágio Supervisionado), por isso gosto de apresenta-los ao Pensamento Sistêmico logo na chegada, pois não somos ensinados a pensar em rede nos bancos escolares. Na escola, de um modo geral, ainda se valoriza o pensamento linear e a atenção focal. Mas para compreender como funciona o Sistema Nervoso é preciso aprender a pensar de outra forma, é preciso abrir possibilidades para uma aproximação com o Pensamento Complexo. 
Neste semestre fiz essa aproximação a partir da dinâmica da rede, que é a grande metáfora do Pensamento Complexo, e de um pequeno trecho do filme "O Ponto de Mutação", inspirado no livro de mesmo nome, do brilhante Fritjof Capra. Entre uma e outra dinâmica, conversamos, nos apresentamos, nos aproximamos e trocamos muitas risadas. Que a energia se mantenha  e que o semestre seja lindo!! 
 
 
 



sexta-feira, 1 de junho de 2012

O TÁLAMO E O OLHO DE HORUS


Hórus é a segunda pessoa da "tríade" egípcia, composta por Osíris - o pai, Hórus - o filho e Ísis - a mãe. De acordo com uma lenda difundida no Antigo Egito, Hórus foi concebido por Isis, quando Osíris, que era seu pai, já estava morto. A lenda sugere que a fecundação ocorreu quando Isis, na forma de um pássaro, pousou sobre a múmia do esposo. Na mitologia egípcia, Hórus é o deus dos céus, tinha cabeça de falcão e os olhos representavam o Sol e a Lua.
Segundo a lenda, durante uma luta o deus Seth arrancou o olho esquerdo de Hórus, o qual foi substituído por um amuleto. Depois da sua recuperação, Horus organizou novos combates que o levaram à vitória decisiva sobre Seth.
O olho que Hórus feriu (o olho esquerdo) é o olho da Lua esta é uma explicação dos egípcios para as fases da lua, que seria o olho ferido de Hórus.
O Olho Esquerdo de Hórus representa a informação estética abstrata, controlada pelo hemisfério direito do cérebro. Lida com pensamentos e sentimentos e é responsável pela intuição. Ele aborda o universo de um modo feminino. Nós usamos o Olho Esquerdo, de orientação feminina, o lado direto do cérebro, para os sentimentos e a intuição.
O Olho Direito de Hórus representa a informação concreta, factual, controlada pelo hemisfério cerebral esquerdo. Ele lida com as palavras, letras, e os números, e com coisas que são descritíveis em termos de frases ou pensamentos completos. Ele aborda o universo de um modo masculino.
Informações a partir de: http://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%B3rus e

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

SÃO OS DESAFIOS QUE NOS LEVAM A APRENDER

Faz muito tempo que pensei este blog para pensar, desafiar e compartilhar possibilidades de outros modos de repensar a ciência e as multiplas aprendizagens.
Pensei o blog, mas fiquei longe, só na vontade de escrever. Mas estou fazendo um pacto pessoal (fim de ano é sempre época de pactos pessoais) de começar a compartilhar tudo o que me faz pensar nesta perspectiva lúdica da ciência e do fazer pedagógico. Lúdico no melhor sentido do que posso pensar nessa palavra. Aquilo que me dá prazer!! Não tem jeito, eu adoro essa miscelânea de tudo que faço e adoro ser "profe"!!
Hoje eu me orgulhei tanto dos meus “alunitchos” da disciplina de Fisioterapia Neuropediátrica ... Mesmo!!
Faz um tempo que propus a eles, pesquisarem artigos sobre diferentes temáticas pertinentes à disciplina. Dividi a turma em duplas e trios e eles deveriam, além de pesquisar artigos, compartilhar com os colegas (via EAD), o artigo e uma resenha sobre o artigo escolhido.
Quando fui ler as resenhas ... Não eram resenhas, não eram nem resumos. Eram quase maiores do que os artigos. Mas é isso mesmo, quando a gente vai escrever sobre algo que não domina, vai escrevendo ... E escreve muito que é pra tentar entender.
No início fiquei preocupada, pois havia pensado em realizar na aula de hoje um seminário, a partir das temáticas dos artigos. Mas que sentido teria isso? Que aprendizado eu estaria oportunizando? Parei tudo!!
Propus ao grupo refazer as resenhas, juntos, em sala de aula. Busquei material, instrumentalizei (o que é uma resenha, como escrever, o que deve constar) de diferentes formas, não apenas orientando verbalmente como antes. Fiquei junto, orientei, ajudei a reconstruir parágrafos, a pensar as terapêuticas, a encontrar as referências, a construir as referências. A turma fez tudo do jeito antigo, escrito a mão - a mãos na verdade. E embora utilizassem a internet para pesquisar, teceram juntos. Iam identificando suas dificuldades, pensando no que irão discutir na próxima semana.
E eu ali, curtindo toda a ludicidade daquele momento. Que lindo vê-los trabalhando, construindo, trocando, sorrindo, se desafiando, aprendendo. Um dia, quando estiverem com seus pacientes, com certeza se lembrarão deste momento.
Lindo!! Parabéns turma!! Parabéns por encararem os desafios e se jogarem nessa experiência maravilhosa que é aprender!!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

PÁRA QUIETO MENINO, PRESTA ATENÇÃO!!

O LUME é Repositório Digital da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, um portal de acesso que reúne os documentos digitais gerados em seu âmbito, visando sua preservação e divulgação. Lá vocês poderão encontrar na íntegra a minha dissertação "Pára quieto menino, presta atenção!! - Proposições para um outro olhar sobre o corpo atento", apresentada ao Programa de Pós Graduação da Faculdade de Educação da UFRGS, em 2007.

Você pode visitar a página do LUME ou acessar direto a pesquisa em:
http://hdl.handle.net/10183/15525



Ela também está disponível do pelo site da Biblioteca Digital Universia. É só digitar: http://biblioteca.universia.net/ficha.do?id=42187972

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

PUBLICAÇÃO NA REVISTA INNOVACIÓN EDUCATIVA


Últimas Notícias
Professora publica artigo em revista espanhola (07/08/2009)

A professora do Departamento de Educação Física e Saúde da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Valéria Mayer, teve um artigo publicado na revista Innovación Educativa, do Instituto de Ciências da Educação da Universidade de Santiago de Compostela, na Espanha. O artigo intitulado “Novas tecnologias, novos sujeitos aprendentes: o desafio pedagógico em tempos de múltiplos aprendizados”, propõe uma reflexão sobre os novos modos e as múltiplas formas de aprendizagem forjados pelas inovações tecnológicas. A temática da 19ª edição da revista, publicada em julho, foi Usos innovadores de las TIC.
Segundo a professora da Unisc, as inovações tecnológicas não param de surgir e, assim, impõem aos professores e à escola, um novo fazer pedagógico, capaz de acomodar uma outra lógica do aprender, não mais circular, nem linear, mas rizomática, complexa. “Embora a transmissão oral do conhecimento ainda seja muito valorizada nos dias atuais e o conhecimento escrito muito estimado em nossa sociedade, havendo certa relutância em aceitar o conhecimento digital como legítimo, ele já faz parte da vida de grande parte das pessoas”, afirma. “O conhecimento digital co-existe com o mundo do letramento e da oralidade, ampliando suas possibilidades investigativas, interacionais e desafiando a invenção de novos problemas”, acrescenta.
A Revista Innovación Educativa possui apenas uma edição anual e foram publicados na edição deste ano somente dois artigos da América Latina, sendo um o da professora Valéria. “Ter um artigo publicado em uma revista internacional é sem dúvida uma grande satisfação, afinal o trabalho de pesquisa é árduo e é sempre muito bom sermos reconhecidos pelo nosso trabalho. Sobretudo numa revista como a Innovación Educativa, que é publicação de uma Universidade historicamente muito importante para a região da Galícia, na Espanha”, conclui.
“Tem ainda a satisfação pessoal de que minha primeira publicação numa revista internacional seja na Revista da Universidade de Santiago de Compostela, pois a história da minha família está ligada àquela região da Espanha, uma vez que meu bisavô era galego e partiu de lá para o Brasil”, lembra.

http://online.unisc.br/servicos/noticias/detalheNoticias1.php?cod=3539