terça-feira, 6 de dezembro de 2011

SÃO OS DESAFIOS QUE NOS LEVAM A APRENDER

Faz muito tempo que pensei este blog para pensar, desafiar e compartilhar possibilidades de outros modos de repensar a ciência e as múltiplas aprendizagens. 
Pensei o blog, mas fiquei longe, só na vontade de escrever. Mas estou fazendo um pacto pessoal (fim de ano é sempre época de pactos pessoais) de começar a compartilhar tudo o que me faz pensar nesta perspectiva lúdica da ciência e do fazer pedagógico. Lúdico no melhor sentido do que posso pensar nessa palavra. Aquilo que me dá prazer!! Não tem jeito, eu adoro essa miscelânea de tudo que faço e adoro ser "profe"!! 
Hoje eu me orgulhei tanto dos meus “alunitchos” da disciplina de Fisioterapia Neuropediátrica ... Mesmo!
Faz um tempo que propus a eles, pesquisarem artigos sobre diferentes temáticas pertinentes à disciplina. Dividi a turma em duplas e trios e eles deveriam, além de pesquisar artigos, compartilhar com os colegas (via EAD), o artigo e uma resenha sobre o artigo escolhido.
Quando fui ler as resenhas ... Não eram resenhas, não eram nem resumos. Eram quase maiores do que os artigos. Mas é isso mesmo, quando a gente vai escrever sobre algo que não domina, vai escrevendo ... E escreve muito que é pra tentar entender.
No início fiquei preocupada, pois havia pensado em realizar na aula de hoje um seminário, a partir das temáticas dos artigos. Mas que sentido teria isso? Que aprendizado eu estaria oportunizando? Parei tudo!!
Propus ao grupo refazer as resenhas, juntos, em sala de aula. Busquei material, instrumentalizei (o que é uma resenha, como escrever, o que deve constar) de diferentes formas, não apenas orientando verbalmente como antes. Fiquei junto, orientei, ajudei a reconstruir parágrafos, a pensar as terapêuticas, a encontrar as referências, a construir as referências. A turma fez tudo do jeito antigo, escrito a mão - a mãos na verdade. E embora utilizassem a internet para pesquisar, teceram juntos. Iam identificando suas dificuldades, pensando no que irão discutir na próxima semana.
E eu ali, curtindo toda a ludicidade daquele momento. Que lindo vê-los trabalhando, construindo, trocando, sorrindo, se desafiando, aprendendo. Um dia, quando estiverem com seus pacientes, com certeza se lembrarão deste momento.
Lindo!! Parabéns turma!! Parabéns por encararem os desafios e se jogarem nessa experiência maravilhosa que é aprender!!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

NOVAS TECNOLOGIAS, NOVOS SUJEITOS APRENDENTES: DESAFIO PEDAGÓGICO EM TEMPOS DE MÚLTIPLOS APRENDIZADOS (ARTIGO CIENTÍFICO)

Ter um artigo publicado é sempre uma alegria, especialmente quando dedicamos nosso tempo debruçados sobre um assunto que nos encanta. Estudar dá trabalho e também um muito prazer, quando podemos escolher a temática a ser estudada, pesquisada. Por isso, é uma grande alegria partilhar o resultado dessa pesquisa, nesse texto que me encheu de alegria escrever, intitulado "Novas tecnologias, novos sujeitos aprendentes: o desafio pedagógico em tempos de múltiplos aprendizados", publicado em 2009, na Revista da Faculdade de Educação da Universidade de Santiago de Compostela (Espanha), Educcación Educativa. Deixo a seguir o link do artigo, onde partilho com aqueles que desejarem conhecer essa escrita ludocientífica, na qual proponho uma reflexão sobre as múltiplas formas de aprender e os novos modos de aprendizagem forjados pelas inovações tecnológicas que não param de surgir e que impõem aos professores e à escola, um novo fazer pedagógico, capaz de acomodar uma outra lógica de aprender, não mais circular, nem linear, mas rizomática, complexa.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

PÁRA QUIETO MENINO, PRESTA ATENÇÃO!! PROPOSIÇÕES PARA UM OUTRO OLHAR SOBRE O CORPO ATENTO (DISSERTAÇÃO DE MESTRADO)

A Universia é uma interessante Biblioteca Digital, onde várias Universidades do Brasil, América Latina e Europa disponibilizam em parceria seus repositórios digitais. Lá você pode encontrar na íntegra a minha dissertação "Pára quieto menino, presta atenção!! - Proposições para um outro olhar sobre o corpo atento", apresentada ao Programa de Pós Graduação da Faculdade de Educação da UFRGS, em 2007. Você pode visitar o site da Biblioteca Digital Universia, ou então acessar o link da minha dissertação, clicando no link a seguir: 

terça-feira, 25 de agosto de 2009

PÁRA QUIETO MENINO, PRESTA ATENÇÃO!! (DISSERTAÇÃO DE MESTRADO)


O LUME é Repositório Digital da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, um portal de acesso que reúne os documentos digitais gerados em seu âmbito, visando sua preservação e divulgação. Lá você pode encontrar na íntegra a minha dissertação "Pára quieto menino, presta atenção!! - Proposições para um outro olhar sobre o corpo atento", apresentada ao Programa de Pós Graduação da Faculdade de Educação da UFRGS, em 2007.
Você pode visitar a página do LUME ou acessar direto a pesquisa em: PÁRA QUIETO MENINO, PRESTA ATENÇÃO!! - PROPOSIÇÕES PARA UM OUTRO OLHAR SOBRE O CORPO ATENTO 

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

SOBRE A PUBLICAÇÃO NA REVISTA INNOVACIÓN EDUCATIVA (UNISC NOTÍCIAS)



Últimas Notícias
Professora publica artigo em revista espanhola (07/08/2009)

A professora do Departamento de Educação Física e Saúde da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Valéria Mayer, teve um artigo publicado na revista Innovación Educativa, do Instituto de Ciências da Educação da Universidade de Santiago de Compostela, na Espanha. O artigo intitulado “Novas tecnologias, novos sujeitos aprendentes: o desafio pedagógico em tempos de múltiplos aprendizados”, propõe uma reflexão sobre os novos modos e as múltiplas formas de aprendizagem forjados pelas inovações tecnológicas. A temática da 19ª edição da revista, publicada em julho, foi Usos innovadores de las TIC.
Segundo a professora da Unisc, as inovações tecnológicas não param de surgir e, assim, impõem aos professores e à escola, um novo fazer pedagógico, capaz de acomodar uma outra lógica do aprender, não mais circular, nem linear, mas rizomática, complexa. “Embora a transmissão oral do conhecimento ainda seja muito valorizada nos dias atuais e o conhecimento escrito muito estimado em nossa sociedade, havendo certa relutância em aceitar o conhecimento digital como legítimo, ele já faz parte da vida de grande parte das pessoas”, afirma. “O conhecimento digital co-existe com o mundo do letramento e da oralidade, ampliando suas possibilidades investigativas, interacionais e desafiando a invenção de novos problemas”, acrescenta.
A Revista Innovación Educativa possui apenas uma edição anual e foram publicados na edição deste ano somente dois artigos da América Latina, sendo um o da professora Valéria. “Ter um artigo publicado em uma revista internacional é sem dúvida uma grande satisfação, afinal o trabalho de pesquisa é árduo e é sempre muito bom sermos reconhecidos pelo nosso trabalho. Sobretudo numa revista como a Innovación Educativa, que é publicação de uma Universidade historicamente muito importante para a região da Galícia, na Espanha”, conclui.
“Tem ainda a satisfação pessoal de que minha primeira publicação numa revista internacional seja na Revista da Universidade de Santiago de Compostela, pois a história da minha família está ligada àquela região da Espanha, uma vez que meu bisavô era galego e partiu de lá para o Brasil”, lembra.

http://online.unisc.br/servicos/noticias/detalheNoticias1.php?cod=3539

terça-feira, 30 de junho de 2009

O QUE É CIENCIA AFINAL?

Esta semana, durante uma aula, propus ao meu grupo de alunos que havia um equívoco, provavelmente um erro de tradução, no capítulo do livro que estávamos estudando.
Um dos alunos me perguntou que outro autor eu havia usado para contestar o livro em questão. Eu então propus que revisássemos juntos o conteúdo e discutíssemos o capítulo, para que chegássemos juntos a uma conclusão sobre o que estava escrito. Afinal, não é porque está escrito no livro ou no artigo que a informação está correta ou é incontestável.
Na Universidade, muitas vezes é assim, precisamos que alguém tenha dito antes. Sempre me questiono sobre que inovações investigativas podem surgir, se tudo precisa já ter sido comprovado e dito anteriormente, por outros pesquisadores. Mas são as regras do jogo...
O conceito de ciência parece ainda nebuloso em algumas discussões acadêmicas. Particularmente, gosto das proposições de Humberto Maturana (foto).
Segundo ele, a ciência “é definida e constituída como um domínio de ações definido por um critério de validação e aceitabilidade, usado por um observador [cientista] ou pelos membros de uma comunidade de observadores para aceitar aquelas ações como válidas num domínio de ações definido por esse mesmo critério de aceitabilidade”.
Em outras palavras, para Maturana, “explicações são proposições apresentadas como reformulações de uma experiência, aceitas como tais por um ouvinte, em resposta a uma pergunta que requer uma explicação. Isto é, uma proposição apresentada como reformulação de uma experiência, que não é aceita como tal, não é uma explicação. [...] Os diferentes critérios de aceitabilidade que usamos em nosso escutar explicações, definem os diferentes domínios de explicativos com que operamos em nossas vidas cotidianas. [Assim sendo,] o que define a ciência como um domínio explicativo particular é o critério de validação de explicações que os cientistas usam”.

Quero acreditar que uma ciência onde possamos ousar pensar, onde possamos ter prazer em pesquisar seja possível. É preciso repensar muitos aspectos do que faz a ciência ser considerada ciência. Quero acreditar que, como diz Maturana, "apesar do que possamos dizer, nós cientistas agimos, em nossas pesquisas, sob a disposição corporal interna (a emoção) de seguir o caminho da validação de nossas proposições explicativas, não o de encontrar as condições de sua falsificação".
Nós, cientistas, ainda buscamos explicações para validar aquilo que acreditamos, agindo sob, entre outros, o domínio de nossa emoção. E quando o fazemos nos permitindo o prazer da busca, seja qual for o resultado final, o percurso investigativo será sempre gratificante, prazeroso, lúdico. Assim nos tornamos ludocientistas. 
* MATURANA, H. Cognição, ciência e vida cotidiana. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2006.